31 Dezembro, 2009

Natal / Reveillon - "O tempo não para".



por Oziel Alves


[...] Tic, tac, tic, tac. O tempo voa. Mal começou o ano e já chegou o tão esperado mês de dezembro. Como de costume, o mundo inteiro direciona os holofotes para as festas de fim de ano. É sempre assim! A árvore de natal é montada e a preocupação com os enfeites, as pequenas luminárias - que acesas dão um colorido nostálgico ao ambiente - começam a ser compartilhadas.

Me lembro das tardes em que passava ao lado dela - da árvore - na casa de minha avó. Eu lia dezenas e dezenas de cartões postais que ficavam dispostos por entre os galhos, feitos de arame e cobertos por farpas de plástico verde. Eram mensagens e mensagens. Umas de pessoas próximas, outras de pessoas nem tão próximas assim. Enquanto lia, algo me chamava a atenção. Todas elas se repetiam em seus escritos. Todas desejavam sempre a mesma coisa, como se PAZ, AMOR, SAÚDE E PROSPERIDADE fossem palavras banais retiradas dos provérbios chineses. Mas isso era na casa de minha avó.

Lá em casa, não chegavam tantos cartões. Talvez porque minha mãe não tivesse o costume de montar árvores de natal. Quem sabe porque não havia estacionamento para o trenó e as renas de Papai Noel. Lá a única chaminé que havia era a do fogão a lenha e o bom velhinho é homem chique, só entra se tiver lareira.

Os anos se passaram e, hoje, para a minha geração já não há mais cartões de natal. Evoluímos. Este ano pensei em montar a minha árvore em cima do computador. Mas, que graça tem se não consigo colocar os e-mails, posts, twitts e scraps por entre os galhos? O intrigante mesmo é saber que apesar da evolução as mensagens continuam exatamente as mesmas do tempo de minha avó. Vazias e completamente impessoais. Ainda mais com o advento dos aplicativos e softwares que vieram pra banalizar as mensagens e a lembrança da pessoa alheia.

Refletindo acerca disso tudo, concluí: a melhor época do ano, como dizem, revela o vazio existencial que existe dentro da humanidade. A preocupação generalizada do povo gira em torno de coisas fúteis e vis. Compras, cardápio, lista de presentes, convidados, cronograma do ritual, etc. Há ainda as viagens, os planos de férias, os planos de sonhos, e os sonhos de fazer planos. São semanas vivendo a idealização de duas grandes festas: o natal e o reveillon.

Nas cidades e nos shoppings o cenário é de consumismo. As pessoas compram compulsivamente o que não precisam e nem poderiam comprar. Um comportamento decorrente de uma esperança subliminar depositada no inconsciente humano que diz: Ahhh inicio de ano [...] tudo vai ser diferente. Quanta ignorância! Quem disse que há inicios? Pura ilusão! Só há continuidade. A vida é um ciclo recorrente.

A mídia espalha pelo ar o falso spray do glamour, da conquista, da alegria incondicional, da solução dos problemas como se o passado tivesse sido completamente apagado. Incrível! Se bobear, nesta época as pessoas acreditam até no papai noel. O mundo, encapsulado, se torna "perfeito". Todos se amam, ou fingem que isso é real e instantes de solidariedade tomam de sobressalto alguns. Bom para as crianças de rua. Bom para asilos e orfanatos que finalmente recebem alguma atenção espeical. Afinal de contas, nos outros 11 meses do ano, o mundo está ocupado demais com suas bolsas e pregões para se importar com velhos e crianças abandonadas, rejeitadas pelos pais e pela sociedade.

Chega o dia da festa. A vestimenta segue a tendência da moda. Branco para atrair a paz, amarelo para atrair o dinheiro. Uma fezinha na mega-sena sempre cai bem. Em época de ilusão, acreditar nisso é completamente aceitável. As pessoas querem o ápice. Para alimentar ainda mais o idealismo, ao vivo, assiste-se ao espetáculo que transformará o mundo. Ah se Roberto Carlos tivesse razão! "Daqui prá frente. Tudo vai ser diferente. Você tem que aprender. A ser gente. Seu orgulho não vale. Nada! Nada!". Mas, assim fosse.

Em Copacabana a queima dos fogos de artifício é vislumbrada de camarote por ricos e famosos nos seus luxuosos barcos ancorados na Baía de Guanabara. Em Nova Iorque milhões de turistas assistem a descida - da famosa Big Apple na glamurosa Times Square, um dos cartões postais mais lindos do mundo, mas que por experiência própia, não faz a menor diferença se você não estiver acompanhado de pessoas que você ama e que se importam com você. Em Londres, o Big Bang toca freneticamente o seu sino enquanto milhares de pessoas levantam suas taças em um brinde a vida, a luxúria, a sociedade do olho por olho, dente por dente. Em Sydney, explosões de luzes multicor formam obras de arte no horizonte e embelezam os complexos contornos da fantástica Opera House. Em Paris, a Torre Eiffel reflete a badalada festa das nações na Avenida Champs Elysees. E assim, em Madrid, Roma, Tóquio, Pequim, Hong Kong, Amsterdan, Copenhagen[...] na minha e na sua casa. Um brinde a felicidade no mundo, mesmo que ela não exista! "Bobeira é não viver a realidade". Vamos brindar? Então, taças ao ar. Sorria! Um brinde ao nosso egoísmo. Afinal, trabalhamos demais este ano para nos preocuparmos com gente que não tem o essencial pra viver. A verdade dói. Mas...

[...] Tic, tac, tic, tac [...] o tempo voa. E, enquanto isso, a cada 5 segundos uma criança morre de fome na África. - Ah, mas a África está distante demais para nós nos importarmos, não é mesmo? Bem, vamos aos números, então. No mundo cerca de 16 mil crianças morrem por dia, vitimas da desnutrição. Mais de 852 milhões de famílias vivem em absoluta miséria sem ter o que comer, nem vestir. Continuemos a brindar! Afinal, nós conseguimos e o que temos adquirido é fruto do suor do nosso trabalho, não é mesmo? Louvado seja "deus"por isso. Não é assim que dizemos?

Brasil, Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Vila Dick [...] 11:55 PM. É reveillon. Milhares de pessoas comemoram o sofrimento da realidade. À mesa está posta. Sobre ela, sopa de papelão ao molho madeira. Mas não é aquele molho que você está acostumado a comer na Petiskeira, não. O gosto de madeira é o caldo da colher artesanal feita com restos de tábua que a dona de Casa gira freneticamente, enquanto chora a injustiça social discutida há anos nos Fóruns Mundiais Sociais e Econômicos do Brasil e Davos.

Na vila Dick, as crianças sequer lacrimejam. Elas emprestaram as glândulas lacrimais para nossos filhos chorarem se não receberem o presente que transformará suas vidas. No coraçãozinho daquelas, o maior sonho: que exista um natal onde haja arroz e feijão em abundância sobre a mesa. Que o futuro não repita o passado e a que a esperança de uma vida melhor, um dia saia da UTI. Afinal, ela não morre.

[...] Tic, tac, tic, tac. Eu só queria chamar a atenção para os contrastes. Longe dos idealismos da vida, esta é a realidade nua e crua que acontece no mundo independentemente da época do ano. [...] Tic, tac, tic, tac. Bombas no Iraque, assassinatos na favela da rocinha, planos de outros ataques partem das montanhas do Afeganistão. Pais maltratam seus filhos com agulhas. Outros os vendem para o turismo sexual. Na índia há pessoas que valem menos do que os irracionais. Mas há outros scraps em meu orkut. Muita gente, que nem me conhece me deseja um feliz natal e um próspero ano novo. Quem sabe eu faça um outro show, não é mesmo? As luzinhas da árvore de natal estão piscando na minha sala. Quase todos os hospitais estão superlotados. Tem gente morrendo agora, outros nascendo [...] Tic, tac, tic, tac. Outro morre, outro nasce, outro, outro, outro [...] e como compôs Cazuza "O tempo não para. O Futuro repete o passado. Vivemos um museu de grandes novidades." E quanto a nós? Bem, "com nossa piscina cheia de ratos, dias sim, dias não, vamos sobrevivendo sem nenhum arranhão". [...] Tic, tac, tic, tac.

17 Dezembro, 2009

Ainda que sol não volte a brilhar, eu confiarei em ti.


EU CONFIAREI EM TI

Por Oziel Alves

[Texto escrito para o editorial do Jornal Rio Grande Gospel, ed. 69 - dez 2009]

Embora o tempo não pare, términos e inícios de ano, sejam meras convenções culturais, nada melhor do que o mês de dezembro para fechar balanços e fazer a pergunta que deu origem a matéria de capa desta edição: Você é mesmo feliz?

A resposta não vem assim tão rapidamente. Precisamos de uma definição de felicidade para formarmos a equação da alegria e então chegarmos a conclusão do quanto somos ou não somos felizes.

Felizmente, a vida não é uma fórmula matemática. Há aqueles que tem tudo. Saúde, dinheiro, bons relacionamentos, família saudável, mas não dispoem de alegria para compartilhar. Há outros que apesar das necessidades e turbulências da vida, encontram motivos de sobra para sorrir. Porque isso acontece, contrariando totalmente a lógica?. A Bíblia diz em Provérbios 18.21 que “A morte e a vida estão no poder da nossa língua.” Isto significa dizer que nossa felicidade, não depende exclusivamente de fatores externos, como um bom emprego, amigos, dinheiro no banco etc mas daquilo que proferimos a nosso respeito e a acerca das coias que nos rodeiam. Felicidade é uma escolha que independe das circunstâncias.

Certo dia ouvi um pastor falar que nossas palavras, são fundamentais para transformar sonhos em realidade. Ele disse ainda, que o ato de proferir desejos e vontades em alto e bom som é um princípio espiritual e funciona tanto positiva quando negativamente. Não fui muito receptivo a ideia, mas logo conclui que aquilo, realmente, podia representar a realidade. Afinal, toda a vez que Jesus falou em fé, ele não pediu que mentalizassemos algo, mas que verbalizassemos. Teoria ou ficção, fato é que somos profundamente influenciados por aquilo que falamos acerca de nós mesmos. Talvez seja por isso que a Bíblia nos adverte a guardar a língua, proferindo apenas palavras de ânimo sobre as nossas vidas, sonhos e projetos, ao invés de palavras de descontentamento.

Você já parou pra pensar que Deus nunca pediu para verbalizarmos repetidamente nossas dores e aflições? No entanto, a Bíblia é bem enfática ao afirmar que dia e noite, devemos falar acerca da bondade e das promessas do Senhor.

Caro, leitor. Esta época é sempre muito difícil para mim. Há 5 anos, uma sucessão de fatos extremamente desagradavéis, vem abalando a minha vida. Acidentes, mortes, doenças e graves consequências decorrentes disso, macularam o estigmatizado glamour natalino que eu costumava apreciar. Perder um irmão, amigo do peito, com apenas 33 anos, pai de família e com uma filha de apenas 1 mês; me envolver num acidente de trânsito seguido de morte e agora descobrir que meu outro irmão, 36 (que há pouco, perdeu um filho) está com câncer, não é motivo para nenhum tipo de comemoração.

Sim, meu coração ficou em pedaços. Minha fé tem sido provada ao extremo e meu inútil racionalismo, massacrado e amordaçado pela dor. Quando me perguntam se em algum momento me decepcionei com Deus, inflo o peito para dizer que em tudo Ele tem sido fiel e que assim como Paulo, tenho tentado aprender, ainda que vagarozamente, a alcançar a felicidade em todas as minhas tribulações.

Sabe o porquê? Por que há dádivas divinas na dor. Há riquezas espirituais imensuráveis no sofrimento. A companhia de Deus é muito mais perceptível, viva e eficaz quando estamos atravessando o deserto.

Se, aparentemente, você acha que não tem motivos para sorrir, saiba que você pode experimentar um novo sentimento de alegria na sua vida. Pare de proferir palavras de murmuração e começe a declarar palavras de vitória. Você verá o que vai acontecer. Da manhã a noite, não use as suas palavras para descrever a sua situação. Use-as para mudar a sua vida.

Se você está passando por dificuldades, proclame sua dependência no Deus que é provedor. Como escreveu o profeta Habacuque, diga "Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira e os campos não produzam mantimento, ainda que o rebanho seja exterminado da manada e nos currais não haja gado; todavia eu me alegrarei no Senhor e exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha força. Ele fará os meus pés como os da corça, e me fará andar sobre os meus lugares altos"(Habacuque 3.17-19).

Deste ano em diante, um pedido constará para sempre em todas as listas de ano novo que eu fizer. Quero que Deus me dê força e motivação para caminhar a milha extra. Quero ser extraordinário, pois não me contento em ser ordinário. Quero que minha vida seja relevante além dela mesmo. Que minhas atitudes glorifiquem a Deus em todo o tempo e lugar. Que Ele alargue as minhas fronteiras e me use para fazer a diferença nesta terra. Porque na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na fartura ou na necessidade, volte ou não volte o sol a brilhar, importa que confiemos no Senhor e o nome dele seja louvado, independentemente das circunstâncias.

08 Dezembro, 2009

Entre Jesus e John Wayne

Estava escutando um dia desses uma música do Gaither Vocal Band, tradicional grupo do chamado southern gospel americano ( musica evangélica sulista americana - que pra nós soa como country mas os gringos a chamam assim ou ainda de adult christian music - vai entender) e uma musica deles em especial me chamou muita atenção.


O título dela era “ Between Jesus and John Wayne” ( Entre Jesus e Jhon Wayne), está no último álbum desse clássico grupo e a letra versava sobre essa nossa dificuldade como cristãos nascidos de novo de conviver com as vontades e desejos do velho homem. Ou seja, a velha luta da carne contra o espírito. Aquilo que eu tento não fazer contra o que eu acabo fazendo. Por se tratar de uma música em estilo country, a letra brilhantemente contextualiza essa batalha espiritual que Paulo descreve em Romanos 7: 14-17 no universo do western.


O autor dizia que ele queria ser parecido com Jesus nas suas atitudes do seu dia-a-dia, mas acabava sendo sempre mais parecido com o durão do Jhon Wayne, uma figura antológica de Holywood conhecido por seus personagens insensíveis, beberrões, mulherengos e valentões.

A franqueza da letra, a sacada da abordagem e a capacidade de contextualizar um texto bíblico de maneira a criar ressonância com o ouvinte me fizeram pensar.


Pensar um pouco sobre o que andamos cantando ultimamente em nossa igrejas, escutando nos iPods, nos carros, nos computadores e tocando nas rádios em nosso país, no contexto da música evangélica.


Quando escuto uma música evangélica, sempre espero dela que, em algum momento, ela me inspire, me toque, traduza meus sentimentos e seja capaz de, em forma de música, trazer algum tipo de relação e aplicação com meu dia-a-dia, meus dilemas e minhas perturbações.


Mas o que tenho ouvido massiva e incansávelmente na mídia eletrônica evangélica nacional é uma música que louva ao Senhor a todo instante, como se estivéssemos num culto 24 horas do dia. Estamos sendo assolados por uma onda de worship (adoração) por todos os lugares, como se não houvesse mais nada para se cantar sobre a vida cristã. E não trabalhássemos, não tivessemos angústias, desejos pecaminosos, medos, incertezas e estivéssemos revestidos com capas de santidade em plena luz do dia, indiferentes ao contexto que nos cerca.


Ainda não fui para o céu, onde certamente louvarei ao Senhor sem parar, pois só farei isso a eternidade toda. E tomara que isso seja divertido e melhor do que muita coisa legal que posso fazer hoje mesmo nessa terra. Como ver a gargalhada da minha filha ou tocar com meus amigos. Portanto, capricha aí, Senhor, viu?


Mas hoje estou (infelizmente) ainda aqui, preso nesse corpo e afetado por toda a sorte de consequências de ser um ser humano.


Não me sinto muito tocado com músicas assim. Talvez eu seja um insensível ou menos espiritual que a maioria. Pode ser. Falha minha. Mas sinto falta de músicas que me falem de como esse Deus maravilhoso pode me ajudar nas minhas lutas triviais. Contra meu desejo de pecar, contra minha língua maldosa, contra minha falta de amor para com meus colegas de trabalho.


Veja, não estou dizendo que fazer música de adoração e louvor esteja errado. Muito pelo contrário, ela deve existir como forma de expressar a Deus o que sinto por Ele. “Em todo o tempo, louve ao Senhor” diz o salmista. Mas há espaço para muito mais do que isso, no meu entendimento.


Talvez seja um apelo comercial que tenha jogado muitos compositores, cantores e bandas a voltarem suas baterias criativas para o tal do worship. Figurões como Michael W. Smith, Petra e Ammy Grant e mais recentemente Newsboys e Third Day viram suas carreiras ressurgirem das cinzas quando fizeram álbuns de adoração. Outros grupos que faziam um tipo de música de adoração dentro de suas igrejas mais, vamos dizer assim, “moderno”, alcançaram o estrelato, como os australianos do Hillsong, o americano Don Moen e os ingleses do delirious?.


Mas sinto falta da poesia inteligente, do bom-humor, da simplicidade e da criatividade de algumas temáticas que poderiam estar presentes nas nossas músicas, mas simplesmente não aparecem. Não sei se por medo de não venderem, ou talvez de não parecerem tão espirituais.

Muito embora já tivemos este momento aqui no Brasil mesmo, nas décadas de 70 e 80 com grupos como Vencedores Por Cristo em álbuns como De Vento Em Popa, Tanto Amor, Tudo ou Nada, ou ainda o projeto Milad. Grandes letristas como Sérgio Pimenta, Aristeu Santos, Nelson Bomilcar e tantos outros que nos falam em poesia sobre nossas lutas como cristãos, nossa dever de falar aos outros sobre o amor de Cristo.


Tudo de maneira leve, expontânea, descontraída, mas não menos espiritual e inspirativa. Talvez tenha sido a época em que a música evangélica brasileira mais se aproximou dos brasileiros, falando em ritmo de baião, sertanejo, bossa-nova e até mesmo pop rock daquilo que brasileiros sem Cristo sentiam.


Mas parece que isso tudo deu lugar simplismo do worship, onde, desde que fale de Deus e seus atributos, tudo está valendo. Mas sinto a necessidade de ir mais além, de ir mais fundo nas idiossincrasias do cristianismo, na luta da carne (aquilo que é a minha vontade) contra o espírito ( aquilo que eu deveria fazer por amor a Deus). Isso exige mais penso, mais lirismo, até mais ironia e bom-humor.


Como essa música do Bill Gaither. O velho Bill Gaither.


Porque o verdadeiro cristianismo é uma luta todos os dias. Um faroeste espiritual, onde miramos o alvo, mas nem sempre acertamos.O Espírito Santo deve nos ajudar a calibrar a mira a todo momento. Porque o alvo é alto, quase inatingível. Mas vale o treinamento e as tentativas. E é nas tentativas que nos aperfeiçoamos como cristãos melhores.


Então, compositores e músicos do meu Brasil. Vamos pensar mais. Vamos ler mais, ver e ouvir coisas diferentes e olhar o Evangelho com outros olhos, com novas perspectivas. Porque a vida com Cristo é sim, coisa de herói.

Bem maior que o John Wayne.

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AUTORIA: FERNANDO GARROS

08 Agosto, 2009

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08 Julho, 2009

Hillsong UNITED em Porto Alegre / 13 Nov 2009 / Gin. Gigantinho